quarta-feira, dezembro 07, 2005

 

As Gordas da Primeira

Antigamente, quando se aproximava o fim do ano, os jornais publicavam as previsões, de reputados videntes, astrólogos, adivinhos e outros charlatães, para o novo ano. Actualmente, não é preciso ler as estrelas, os búzios, as cartas ou os montinhos de fezes de cabra virgem, para se adivinhar o futuro. Para acertar uma previsão, basta, algures na frase, escrever ou soletrar a palavra subir ou outra palavra sinónima.

Desculpem lá, mas para terminar, vou deixar aqui uma versalhada, composta por algumas quadras desconchavadas e mal alinhavadas. Por sinal, como quase tudo que faço!

Com franqueza, com franqueza:

Não acham que já é demais?

Ninguém aguenta tanta dureza

Tanto aperto, tantos ais!


Hoje sobe a gasolina,

Amanhã sobe o pão,

Mas que raio de sina

Tudo sobe como o balão!


Vai subir a electricidade,

A inflação vai-se elevar,

Acreditem, que é verdade

Tudo sobe sem parar!

JN - 07/12/2005

Vejo o desemprego crescer,

A criminalidade a aumentar

Só falta p´ro coiso erguer,

Viagra ter de comprar!


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