terça-feira, janeiro 31, 2006
Bill Gates dá aula a ministros e autarcas
VISÃO online.

segunda-feira, janeiro 30, 2006
E a neve caiu sobre Lisboa, 50 anos depois
DN-30/01/2005

sábado, janeiro 28, 2006
Quim Barreiros lança "AiMeuDeus", disco de tributo a Mozart
Como já devem ter reparado, falo de Quim Barreiros e do seu novíssimo disco: “AiMeuDeus”. Esta obra-prima da música popular portuguesa, ou como alguns já apelidam de musica popular alternativa , promete levar Mozart ao encontro do exigente ouvido da população portuguesa. No fundo, com este disco, Quim Barreiros quer desmistificar e democratizar a música, erradamente apelidada de clássica. A partir de agora, os acordes e notas de Amadeus Mozart vão deixar de estar confinados aos salões e a restritas casas de espectáculo, pois Quim abriu para Mozart as portas das feiras, dos bailaricos, das festas populares, das fábricas de malhas e das pistas de carrinhos de choque. Nesta magnifica obra, Quim Barreiros pega em algumas obras do compositor austríaco e através de uma série de adaptações e arranjos transforma-as em verdadeiros hinos populares. Em “AiMeuDeus”, a rabeca, o cavaquinho, a concertina, os ferrinhos, a gaita-de-beiços, o bombo e o acordeão, substituem, de forma impar, os violinos e violoncelos, o cravo, o piano, a harpa, o oboé, e a flauta. Uma mais valia deste disco é as letras das canções, as quais além de uma irrepreensível lírica ficam rapidamente no ouvido. A título de exemplo escute-se “A minha flauta é mágica”, “Zaida a gata saída”, “As iscas de fígado” ou magnífico: “Dona Giovana adora banana”. Mas o disco está recheado por dez óptimos temas, onde além dos referidos se destacam: “O raptor mandou-me para o serralho”, “A escandalosa Alba”, “Requiem pela virgindade perdida” e os fantásticos “ “Assim lambem todas” e “ “O dildo é meu” (adaptações dos famosos “Cosi Fan Tutte” e “Ildomeneu”, respectivamente).
Um excelente disco, talvez, a prenda ideal para o “dia dos namorados”, que se aproxima a passos largos.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
Santa Joana DArc

Joana era mulher-a-dias, no bloco da esquerda, de um condomínio de luxo. Uma manhã, quando lavava a casa de banho de um dos apartamentos, utilizando para tal um produto de limpeza revolucionário, a Lixívia Super Desinfectante, desmaiou. Este desfalecimento, terá ficado a dever-se à inalação de vapores libertados pelo produto de limpeza.
Quando acordou, Joana tinha sido transportada para uma outra dimensão, tinha regredido no tempo cerca de 500 anos. A esfregona fora transformada numa reluzente espada, o balde tinha sido convertido num elmo cintilante, contudo a metamorfose mais espectacular deu-se com o carrinho de transporte dos utensílios de limpeza, agora transfigurado num esbelto puro-sangue árabe. Quanto à Joana, já não era uma simples empregada de limpeza, também ela sofrera uma mutação. A Joana mulher-a-dias dera corpo a Joana DArc, guerreira corajosa e de bom coração, mulher determinada, disposta a derramar até à última gota do seu sangue pelas causas em que acredita. Foram estas nobres virtudes, que levaram Joana DArc a aceitar o apelo de ajuda de um sábio e velho Rei, desprezando assim os camaradas do seu clã. Nesta sangrenta campanha, a brava guerreira, vai ser obrigada a desembainhar a sua espada para lutar contra o seu povo. No entanto, mau grado o empenho de Joana e a galhardia demonstrada pelo Rei, este não conseguirá recuperar o seu antigo trono. Quanto à Joana DArc, a sua ousadia, poderá vir a ser severamente punida. A expulsão ou a fogueira são possibilidades a pairar sobre a sua cabeça.
Uma rocambolesca adaptação de um clássico do cinema. Um filme baseado em facto verídicos, que narra as aventuras de uma mulher bela e corajosa, cujo heroísmo podia ter mudado o curso da história, mas que, afinal, pode ter mudado apenas a sua própria vida.
A reter, a esforçada interpretação da esbelta Joana Amaral Dias no papel da heroína ao serviço dos mais fracos.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
E agora?!
Elementar meu caro Watson!!!

Sherlock Holmes estava habituado a receber milhões de postais de boas festas. Contudo, neste Natal, a maioria dos votos foi desviada.
Quem teria tido tamanha ousadia?
O nosso detective, agora um ancião já retirado, põe de lado a botija de água quente e as pantufas para tentar resolver este mistério. Desta vez, o culpado pode estar mais perto do que seria de prever.
Uma história envolvente, cheia de suspense e trasbordante de ternura.
O livro ideal para as noites de insónia.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
Dom Duarte, para decidir o seu sentido de voto, organizou um torneio de ténis com a participação de todos os candidatos à presidência.
A esta hora, os arautos reais cavalgam, desculpem, aceleram pelas estradas lusas, transportando consigo, em envelopes lacrados com o selo real, a orientação de voto, escrita em código cifrado, do pretendente ao trono de Portugal. A missão destes mensageiros não é fácil, direi mesmo que é assaz complicada, pois, o número de destinatários desta importante missiva, que tem de chegar ao seu destino antes do bater das doze badaladas, é considerável, assim por alto podemos apontar para perto de cinquenta e três individualidades.
Na esperança de sabermos mais sobre esta importante escolha, tentamos, por todos os meios, contactar o próprio D. Duarte, ou em alternativa, com algum dos membros a Casa Real. Todas as nossas tentativas foram infrutíferas. No entanto, este blog não se rende, se não conseguimos encontrar noticias e factos escabrosos para relatar, se não existem testemunhas ou se as fontes que existem não estão predispostas a prestar declarações, nós não nos amedrontamos. Desde que aja imaginação e/ou gente disposta a ser corrompida tudo se resolve. Não temos qualquer pejo em inventar factos ou em comprar testemunhas falsas. No entanto, não aceitamos que nos censurem, pois, este espaço limita-se a seguir o código deontológico (ou será doentelógico?) e o livro de estilo (ou será falta de estilo?) que desde os primórdios tem vindo a ser instituído neste blog. O nosso lema é “o importante é informar, nem que para isso se tenha de inventar!”.
Assim, embebidos (e claro está, já bem bebidos) deste espírito, na manhã de ontem, chegamos à fala com o Sr. Carolino Fino (nome ficticio), jardineiro da residência de D.Duarte. O Sr. Fino assegurou que “de facto o Sr. Dom Duarte está, juntamente com a esposa e os meninos, enfiado dentro de casa há mais de cinco dias. As criadas dizem que está reunido, num concílio familiar, para decidir sobre qual o candidato presidencial que irá apoiar. Parece que se estão a divertir muito. Julgo que estão todos sentados no chão da sala a brincar, numa grande algazarra, com cartas, dados e bolas.”
Já pela tarde, num protesto contra o aumento da gasolina, entramos em alegre cavaqueira com o Sr. Gastão Leão (outro nome fictício), suposto motorista e confidente de Dom Duarte. Para o Sr. Leão “o D. Duarte pensou organizar um torneio de ténis à séria com os candidatos presidenciais, chegou mesmo a endereçar os convites a todos eles. Este torneio era a sua grande esperança para, finalmente, poder sentar o seu nobre rabo no trono português.” Perante a nossa cara de espanto, atalhou: “Sabem, os candidatos já não vão para novos, alguns tem uma idade tão avançada que até numa equipa de veteranos seriam recusados. Ora, segundo as estatísticas as probabilidades de acontecerem umas quantas desgraças, caso eles se predispusessem a jogar ténis, seriam enormes...” Sem se conter, o nosso interlocutor continuou: “ Como deve imaginar, para o Sr. D. Duarte é muito doloroso optar por um candidato. Ele é que deveria ocupar o cargo de Chefe de Estado, depois, quando ele partisse para o reino celeste, o menino D. Afonso tomaria o seu lugar e assim sucessivamente. O erário pouparia milhões em eleições e campanhas eleitorais. Mas mais importante que isto é a honra. Sim a honra, os senhores ponham-se no lugar dele, já imaginaram o que é ter de escolher alguém para ocupar um lugar que, estamos convictos, por direito seria nosso? Na minha linguagem, de homem do povo, eu digo que é como metermos os chifres em nós próprios. Sim, é uma espécie de auto encornadela. Vocês riem-se? Pensem lá um pouquinho, se o presidente da república exerce funções muito similares aquelas que estariam destinadas a um monarca, caso Portugal fossem uma Monarquia, então o Sr. Dom Duarte, ao votar num candidato ao cargo de Chefe de Estado, está proceder da mesma forma do que um fulano que, por tara ou por algum motivo de força maior, tem de escolher, de entre meia dúzia de tipos, um gajo para dormir com a sua própria mulher.” O senhor Leão, depois de proferir estas sábias palavras, acompanhou-nos a um bar de striptease, local onde lhe pagamos, tal como havia sido combinado, um privado e umas quantas bebidas.
Este post pode ter saído uma trampa, mas acreditem a noitada foi do melhor : < )
quinta-feira, janeiro 19, 2006
Rir faz bem ao coração
Segundo um estudo efectuado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, dar gargalhadas, enquanto se assiste a uma boa comédia faz bem ao coração, pois aumenta a circulação sanguínea. ( Folha Online). Uma revelação fantástica, rir além de ser uma sensação agradável faz bem à saúde. Meus amigos acreditem, rir deve ser dos poucos prazeres que, até ver, ainda não têm contra-indicações. Por incrível que pareça, a maioria das coisas que nos proporcionam deleite e nos dão gozo trazem acoplado um ou mais potencias problemas. Umas são nefastas para a saúde, outras financeiramente inacessíveis, algumas são ilegais ou mal vistas pela sociedade, outras demasiado perigosas e arriscadas. Existem ainda aqueles prazeres que sem nós darmos por isso viram a nossa vida de pernas para o ar ou até se transformam em vícios. Nesta última categoria, poderíamos inserir os blogs. Sim, qualquer um de nós pode ficar “agarrado” à blogosfera, há mesmo quem diga que os blogs são o novo vício solitário, um potencial oitavo pecado mortal, o novo pecado original. Para mim, o negócio do futuro vão ser as casas de desintoxicação quer para bloggers, quer para viciados no correio electrónico. Eu ainda não estou completamente agarrado porque não tenho tempo. Felizmente no que toca a blogs:“quem não tem tempo, nem Internet no trabalho não tem vícios!”
Mas voltando à vaca fria, em suma, rir além de ser agradável é saudável, por isso vamos lá, toca a sorrir e a rir, vamos gargalhar até mijar nas calças. Epá, afinal já descobri uma contrariedade para o rir em demasia. Mas creio que, no fundo no fundo, esta frase não passa de uma expressão tola, do tipo “morrer a rir”. Ena, se calhar o melhor é parar com este tipo de considerações, se não corro o risco de deitar por terra toda a minha argumentação.
Bom, vamos mas é cultivar a gargalhada e a boa disposição, sem medos nem vergonhas parvas. A gargalhada ao poder já!
Para terminar só um pequena confissão. Eu, mau grado estar para aqui a pregar e a vendar banha da cobra, não tenho nadado em boa disposição. Este vosso amigo (desculpem a familiaridade), além de andar um pouco atarefado também anda um “tantinho” para o chateado e mal-humorado. Estes dois factos reflectem-se neste espaço, que tem estado um pouco desprezado. No entanto, se tudo correr bem, ainda hoje voltarei com um novo post. Até lá, na barra aqui do lado, podem encontrar vários blogs repletos de boa disposição. Se querem uma ajuda, só para aguçar o apetite, experimentem estes: G-A-R-G-A-L-H-A-D-A-S
segunda-feira, janeiro 16, 2006
A malta, verdadeiramente amadora do desporto, toma Estrelitas ao pequeno-almoço!
Estou deveras chateado. O culpado de tal enfado é o FCP, ou melhor, o verdadeiro culpado é o Estrela. A derrota de ontem, deixou o Dragão que há em mim a cuspir fogo por todos os orifícios do corpo. Mesmo por aqueles em que não era suposto tal ter acontecido. Para acalmar, liguei a telefonia, na tentativa de escutar uma melodia relaxante. Puro engano, o locutor, por certo um benfiquista trocista e galhofeiro, resolveu dedicar o “Não há estrelas no céu” do Rui Veloso, a todos os amantes do desporto rei. A minha reacção imediata foi dar um murro no rádio, enquanto, acto contínuo, lançava impropérios ao maldito locutor: “amante do desporto gay duma merda! Se pegasses nas putas das estrelas e as enfiasses pela cloaca acima!"
sábado, janeiro 14, 2006
Procurador-geral com a cabeça a prémio
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Santana - O Fantasma Trapalhão

Finalmente chegou as salas portuguesas o filme que todos receavam, “Santana o Fantasma Trapalhão - A Vingança”. Depois de ter proporcionado um merecido descanso aos espectadores, o realizador e actor Santana Lopes regressou. Um retorno, tal como se esperava, com um novo filme no qual dá vida à sua personagem predilecta, o Trapalhão. Neste filme, o Trapalhão, personagem quase tão famosa como as duas grandes criações de Santana: o Grande Galã e o Menino Guerreiro, regressa do mundo dos mortos para se vingar daqueles que o traíram. Para tal, instala-se no Palácio de Belém e a partir daí tenta assombrar a vida de todos aqueles que lhe foram falsos e principalmente dos que o apunhalaram pelas costas.
Uma triste comédia de um realizador quimérico que, num filme fantasmagórico, dá vida aos seus próprios fantasmas.
domingo, janeiro 08, 2006
Vamos Cantar as Janeiras
sábado, janeiro 07, 2006
O mistério de Belém foi desvendado
O mistério das estranhas personagens que apareceram em Belém já foi desvendado. Afinal não são terroristas, nem actores, nem foliões do Carnaval saloio de Loures, tão pouco a equipa de pólo de um qualquer manicómio. Aqueles seis cavaleiros, de ar apocalíptico, vestidos com belas fatiotas, são os Reis Magos. Por incrível que possa parecer, afinal os bondosos magos não são apenas três e muito menos são tão caridosos como durante milénios nos fizeram crer. Um enviado deste blog, que devido à falta de dinheiro para deslocações, bebeu meia garrafa de aguardente velha e entrou em contacto com os magos por telepatia. Nesse contacto imediato, de 40º de álcool, descobriu um segrego secular, que se encontrava à guarda do Priorado do Bolo-rei. No entanto, este contacto foi física e psicologicamente muito desgastante, tendo o nosso correspondente sido acometido de uma súbita má disposição que o conduziu às urgências do hospital. Devido a este doloroso acontecimento (para ele é claro), só agora levamos até si estas novidades. Mas não se apoquentem, pois ele já está praticamente recuperado.
Bom, vocês querem é saber o que descobrimos, não é? Então preparem-se que a revelação é bombástica.
Os Reis magos, no primórdio dos tempos, eram uma irmandade de dezenas de cientistas e astrólogos, que formavam uma casta sacerdotal, que tinha por missão caçar a estrela de Belém. Estes sacerdotes passavam os dias a orar e a observar e estudar os astros, na tentativa de encontrar a estrela de Belém, a estrela que os conduziria ao ser supremo, ao rei dos reis. Sempre que avistavam uma estrela que correspondia aos cânones da estrela sagrada, deixavam tudo para trás e iam no seu encalço. No entanto, devido aos perigos e aos azares nem todos chegavam ao seu destino. Uns perdiam-se, outros morriam e outros ainda eram feitos prisioneiros. Aqui esta a justificação para o facto do menino Jesus ter sido adorado apenas por três reis.
No entanto, à medida que os séculos foram passando também a filosofia e os valores preconizados pelos reis magos se foram alterando. Actualmente os reis magos julgam que a estrela os conduzirá, não ao rei dos reis, mas sim, ao local onde um deles poderá ser rei de verdade (segundo um dos reis, por nós contactado, esta alteração comportamental teve origem nos “efeitos da globalização e da sociedade de consumo”). Daí, quando avistaram uma estrela diferente, com o cintilar a definhar, ficaram intrigados. Depois de alguma pesquisa no firmamento e nas cartas astrais, verificaram que a dita estrela estava pousada sobre um local chamado Belém. Aí dissiparam-se todas as dúvidas e partiram em busca da estrela e do sonho que ela encerra:- “proporcionar a quem a encontrar um reinado na Terra, pois o reino do outro mundo é incerto,… muito incerto até.”
No início eram dezenas, no entanto, devido às dificuldades do percurso, só seis estão em condições de disputar o trono.
Agora chegou a parte final, e também mais difícil, da longa caminhada. Como nos confidenciou um outro rei -“Isto é tipo uma competição de espermatozóides, que correm velozmente na direcção do óvulo. No entanto, ao contrário dos espermatozóides, na nossa corrida o vencedor nem sempre é o mais veloz e capaz. Nas nossas disputas esta tudo muito dependente de factores colaterais, como seja o tipo de montada e o sistema de navegação adoptado. Não sei de sabe, mas enquanto alguns de nós fazem a sua viagem orientando-se apenas pelas estrelas, outros guiam-se através de aparelhos de GPS”. No seguimento desta conversa, um dos reis chegou mesmo a declarar que teve de pedir um cavalo e algum ouro emprestado para puder encetar esta expedição.
Outro rei, talvez aquele com ar mais cansado, afirmou que não teve apoios de ninguém. Mais, “quando estava quase a chegar perdi-me, pedi ajuda, mas estava a ver que ninguém me queria dar a mão. Só via gente a virar-me as costas. Foi por um triz que cheguei a tempo. Vamos lá ver se daqui para a frente as coisas correm melhor.”
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Misteriosas personagens rondam o Palácio de Belém
Hoje, pela tardinha, foram avistadas, junto do Palácio de Belém, seis estranhas e enigmáticas personagens, todas elas montadas a cavalo. A curiosidade à volta das mesmas foi enorme, tendo-se juntado, nas imediações do Palácio, uma enorme multidão de curiosos. Devido à confusão gerada, as Forças de Segurança foram chamadas ao local e por questões de segurança evacuaram e isolaram toda a área. Correm rumores, devido aos trajes usados pelos indivíduos, de que estas estranhas pessoas poderão ser terroristas islâmicos. Porém, segundo a agência Viriato, tudo não passará de um espectáculo de rua para promover o Lisboa-Dakar.
Para além das estranhas figuras equestres, enumeras testemunhas juram ter avistado um enorme clarão, tipo estrela cadente, a pairar sobre o Palácio.
Até ao fecho deste post não tivemos mais notícias sobre estes estranhos e bizarros acontecimentos. No entanto, prometemos voltar a este assunto assim que houverem novidades.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Ilustrando frases e afirmações dos candidatos a Belém.
"Cavaco Silva tem todos os apoios de que precisa e se não tem como é que é o candidato que gasta mais? Como o dinheiro não cai do céu entrou por algum lado", afirmou Louçã, pedindo a Cavaco que responda pelos seus financiamentos e se deixe de "inventar histórias".
JN: 04/01/2006
quarta-feira, janeiro 04, 2006
Um Cavalo de Tróia na guerra pelo controlo da electricidade Ibérica?!
terça-feira, janeiro 03, 2006
Afinal, o humor também acelera no coração dos amantes do desporto automóvel!
Para ele, bem como para os leitores do seu blog os sinceros agradecimentos.Para os outros já sabem: Acompanhem “a mais louca corrida do Mundo no pó da blogosfera…”
O primeiro post do ano: previsões e vaticínios para 2006
Como ressacas passadas não movem blogs cá estou, embora ainda um pouco combalido, desculpem queria escrever com balido -pois parece que tenho o raio de uma ovelha a balir dentro da tola – para dar inicio a mais um ano de postas (claro está à mirandesa, pois postas de pescada e de bacalhau já chegou na época de Natal).
O problema que se me pôs foi: - “Mas sobre que treta vou eu escrevinhar?” Depois de muito matutar, na minha cabecinha algo surgiu. No início, pensei que se tratava de uma ideia para um post, mas pelo cheiro que começou a pairar no ar, conclui que a ovelha, que tinha transformado a minha mona num curral, resolvera fazer as necessidades. Mas como dizia o meu avô (atenção, não façam como eu que na minha juventude, insatisfeito com o tamanho do caule, levei isto à letra): – “Se com o lume tudo aquece, com o estrume tudo cresce!”. Talvez por isso, mal o cheirete se foi, nos meus miolos começou a germinar uma ideia original: -“Vou escrever sobre as previsões para o próximo ano!”. Digam lá, aposto que ninguém se lembrou disto? Está bem, eu sei que foi com a ajuda do cocó da lãzuda, mas não me tirem os galões todos.
Depois de sacar o tema do texto surgiu um segundo problema: Qual o método de previsão a usar? No estudo prévio que realizei, aquando da abordagem desta temática, descobri vários métodos e técnicas de previsão e adivinhação do futuro. Porém só um, que por acaso é utilizado por alguns dos mais famosos astrólogos e videntes da nossa praça, estava ao alcance dos parcos conhecimentos que tenho nesta área. Essa incrível técnica de predição é o método ASTROLOGICO (método de Aldrabar Sem Ter Remorso, Otários, Lunáticos e Outra Gente Incauta Crente e Obstinada).
Como este blog quer primar pelo rigor e pela seriedade, da desinformação que veicula, mesmo sem se vincular a essa mesma informação, optei por contactar um especialista nesta matéria. Para tal, fiz uma pesquisa de mercado tentando encontrar um adivinho ou um profeta ou até, em último recurso, um especialista em prognósticos sobre futebol, que, a um módico preço, quisesse partilhar com os leitores deste espaço os seus vaticínios. Depois de uma aturada busca nas revistas, jornais, Internet, conventos, manicómios e prisões cheguei à grande Dona Nadrilina Orixá (também conhecida por Lina olha o chá), uma mãe de Santo que lê o futuro, não através dos tradicionais búzios, mas sim através do lançamento de fígados de rato. A mãe de Santo, confessa, no seu site, que o lançamento de fígados de rola e de pega, para além de mais higiénico, é mais eficaz. No entanto, devido à gripe das aves, começou a perder clientela, pelo que teve de optar pelos fígados de outro animal. Segundo a própria D. Nadrilina, a escolha recaiu sobre os ratos por se tratar de um animal abundante em Mont´Bará, nome do bairro, da cidade de Porto Alegre (Brasil), onde reside. No que respeita às rolas e as pegas, aves muito abundantes nesta região, ao ficarem no desemprego, pois nunca mais puderam comercializar os seus fígados, tiveram de se dedicar a outro tipo de lançamento, o denominado: “lança turistas”, mas isso é outra história.
A Dona Nadrilina lê o futuro através de consulta no seu terreiro, por correspondência, pela Internet e ainda através de SMS. Como o tempo e o dinheiro eram escassos, optei por esta última solução. Para receber os vaticínios de D. Nadrilina, para o ano que agora começa, basta marcar no telemóvel: 2006, seguido da frase: Fígado do Mickey manifesta-te”. Foi o que fiz, porém, as coisas não correram como eu estava à espera. Depois de ter enviado o primeiro SMS, não demorou mais do que cinco segundos para que a primeira profecia chega-se ao meu telefone: “Este foi o último SMS que fez!” Perante uma mensagem tão enigmática e que não pronunciava coisas boas, comecei a tremer. Com o coração a bater forte, mais enérgico do que a batedeira de fazer bolos da minha mãe, com suores frios a percorrem-me a espinha, encharcando por completo as minhas cuecas, envio um segundo SMS. Os cinco segundos, que demorou a resposta, foram mais penosos do que um filme do Manoel de Oliveira. Por fim a resposta: “O seu saldo não lhe permite efectuar esta operação!”.
Ufa! Desculpem lá, mas foram as previsões que se puderam arranjar!






